Herbalismo

As propriedades medicinais e de cura das flores, folhas, raízes, alimentos integrais e substâncias inorgânicas, tais como os sais minerais, podem ser aproveitadas e usadas como «medicamentos» naturais. Algumas substâncias naturais podem ser usadas na sua forma «crua» original. Por exemplo, uma erva facilmente reconhecida, como o alecrim, pode ser apanhada no jardim e usada para fazer uma infusão. Outros remédios são feitos de extractos preparados de substâncias naturais que se podem adquirir nas farmácias e nas lojas de dietética. Entre eles contam-se os remédios florais de Bach, os óleos essenciais e os comprimidos homeopáticos. Antes da era do fabrico de medicamentos, as pessoas usavam plantas do meio ambiente para produzirem remédios. Embora muitos medicamentos sejam baseados em ervas, assistiu-se recentemente a um ressurgimento do interesse pelo uso de plantas na sua forma natural. Tal pode dever-se à preocupação em relação aos efeitos secundários e possível natureza viciante de alguns medicamentos prescritos. As pessoas estão a voltar aos remédios que oferecem uma alternativa segura e eficaz a esses medicamentos, em especial desde que os ervanários afirmam que os ingredientes activos que a indústria farmacêutica extrai ou produz sinteticamente podem ser mais seguros e eficazes no seu estado natural. O herbalismo procura moldar os tratamentos às necessidades do indivíduo, o que pode implicar a eliminnção de produtos tóxicos, a estimulação dos mecanismos de defesa do corpo ou a tonificação de todo o organismo. As plantas podem ser administradas de várias maneiras (ver à direita).

Tipos de Fobias

Existe um sem-número de fobias, umas mais vulgares, outras mais complexas, mas clinicamente convencionou-se dividi-las em três categorias: fobias simples, fobias sociais e agorafobia. Geralmente, as fobias simples começam na infância e o pavor tem como objeto algo concreto — alturas, aranhas, cobras, escuridão por exemplo. As fobias sociais tendem a surgir na adolescência e consistem no medo de lugares públicos ou de tudo o que pressuponha o contato com outras pessoas. Falar em público ou expor ideias numa reunião podem revelar-se tarefas muito penosas para pessoas que sofrem deste distúrbio. A agorafobia, por seu turno, encontra-se associada sobretudo ao início da idade adulta. O agorafóbico tem medo de espaços abertos, o que o impede frequentemente de sair de casa, condicionando-lhe sobremaneira a vida. As fobias tendem a aumentar de intensidade com o tempo, limitando cada vez mais a vida do fóbico se este não for sujeito a tratamento. A agorafobia, por exemplo, pode ter origem numa estranha sensação ao atravessar-se uma rua, como uma tontura ou uma forte pressão no peito acompanhada pelo medo de cair ao chão. Este mal-estar voltará a repetir-se num ciclo vicioso sempre que haja uma situação de tensão emocional. Sair de casa torna-se complicado porque a pessoa começa a recear constantemente voltar a sentir-se mal, optando antes pela protecção oferecida pelas quatro paredes. Os agorafóbicos tornam-se, assim, pessoas isoladas, dependendo constantemente de terceiros para fazerem face às exigências do dia a dia. As origens deste tipo de distúrbio ainda são desconhecidas, mas sabe-se que afectam duas vezes mais as mulheres do que os homens. Alguns investigadores consideram que é fruto da educação; outros apontam para uma herança genética. Vários estudos demonstram que os fóbicos possuem alguns traços comuns de personalidade. Por norma, foram alvo de uma educação rígida, muito orientada para o dever e, por isso mesmo, tendem a preocupar-se bastante com o que os outros pensam deles e apresentar um elevado sentido de responsabilidade e um bom desempenho profissional. As influências familiares podem estar relacionadas com a associação do objeto visado ao perigo. É o caso, por exemplo, das pessoas que têm medo de ratos e que repetem um comportamento que as acompanhou durante a infância, um pavor que lhes foi transmitido (in)conscientemente pelos pais. Até agora, ainda não foi possível chegar-se a conclusões relativas a um suposto substrato genético, mas o certo é que os filhos de pais fóbicos apresentam 15 por cento de probabilidades de virem a padecer do mesmo tipo de distúrbio. Quando as fobias interferem com o trabalho, interação com os outros e rotina diária, é chegada a hora de se procurar apoio especializado e iniciar-se um tratamento que pode incluir psicanálise, terapias comportamentais, medicação ou a combinação de ambas. A dessensibilização sistemática (DS) é uma das técnicas mais usadas para curar fobias, medos crónicos e reacções de ansiedade. Foi desenvolvida, nos anos 50, por Joseph Wolpe, terapeuta comportamental, com base nas técnicas de relaxamento progressivo para inibir elevados níveis de ansiedade de Edmund Jacobson. A DS consiste em expor o indivíduo fóbico a uma série gradual de situações ou objectos cada vez mais próximos daqueles que, de facto, são temidos para uma progressiva adaptação através do relaxamento. Outra hipótese é recorrer à terapia de exposição, em que o fóbico é repetidamente confrontado com a situação ou objecto a fim de se aperceber que a sua integridade fisica não é posta em risco. Frequentemente associa-se o uso de antidepressivos, que regulam a serotonina e evitam os sintomas físicos.

Remédios naturais com plantas medicinais

Desde há muito que a tradição popular atribui aos frutos e às plantas propriedades medicinais. E, ao que parece, com toda a razão. É possível encontrar no mundo natural uma enorme variedade de produtos capaz de fortalecer o sistema imunitário, contribuindo para a prevenção de determinadas doenças. Veja-se o caso do alho, um dos ingredientes mais utilizados na gastronomia portuguesa. Pesquisas científicas revelam que os compostos desta planta contribuem para a redução da tensão arterial, além de favorecerem a diminuição dos níveis de colesterol-LDL — o chamado "mau' colesterol, que se deposita nas paredes das artérias. De acordo com os investigadores, poderá obter efeitos semelhantes, se consumir também quantidades consideráveis de cebola. Preocupa-se com o mau hálito? Não vale a pena. Para evitar o odor na respiração, pode sempre recorrer a outro produto natural, mastigando salsa fresca.

Propriedades medicinais de remédios naturais

Tendo sempre em linha de conta que nada dispensa a visita a um médico em caso de doença, a nossa sugestão é que aprenda a utilizar as plantas em seu beneficio, desfrutando ao máximo das suas propriedades calmantes, depurativas ou estimulantes. Por exemplo, se sofre de insónias, não caia na tentação de esvaziar o frasco de comprimidos numa só noite; em vez disso, tenha hábito beber, antes das refeições, uma infusão à base de pétalas secas de papoila. Esta planta, que possui um efeito sedativo, ajuda a eliminar a ansiedade e o nervosismo, sendo comumente utilizada por aqueles que se queixam de dificuldades em adormecer e/ou sofrem de dores de cabeça frequentes. Se pretender experimentar esta infusão, a receita é muito simples: coloque cerca de 25 gramas de papoila num litro de água a ferver e apague o lume, deixando repousar durante meia hora.

Qual o melhor azeite

Sabemos que não existe o melhor azeite de todos, e assim como opta pelo vinho tinto para acompanhar pratos de carne e dá preferência a um bom vinho branco quando se trata de pratos de peixe, também deve ter o cuidado de escolher o azeite consoante a refeição que deseja preparar. Por exemplo, para as entradas, deve usar sempre azeites suaves, optando por um azeite de intensidade moderada para preparar molhos e por um outro mais forte para os produtos cozinhados. Na hora das sobremesas — doces, frutas, gelados e até queijos — a intensidade de sabor do azeite deve diminuir. 

Há, no entanto, muitos outros conselhos que deve ter em conta quando compra e, posteriormente, utiliza o azeite nos seus cozinhados. Sabia, por exemplo, que, antes de grelhar entrecosto, pode untar os pedaços com azeite perfumado com ervas aromáticas? Com este pequeno truque, a carne ficará bem mais macia... e saborosa. Tome nota das dicas que se seguem. Se for um peixe de sabor subtil, como é o caso do linguado, deverá escolher um azeite macio e de sabor neutro. Um truque requintado: coloque uma taça com azeite extra virgem no congelador e utilize-o para barrar pão torrado, em vez da manteiga. 

Mas afinal, qual é o melhor azeite? Bem, não existe o melhor azeite para todas as ocasiões. Existe sim azeite para determinadas situações como as que podemos ver abaixo.

Qual o melhor azeite para determinada situação

Nos grelhados 

Poderá marinar previamente os alimentos. A carne, por exemplo, ganha uma consistência mais tenra. Antes de os colocar na grelha ou na brasa, unte-os com um pouco de azeite, opcionalmente perfumado com ervas aromáticas, conseguindo-se assim uma textura mais macia. 

Nos assados 

Os alimentos untados com azeite ganham uma bonita cor dourada e ficam mais estaladiços. Experimente! 

Nos refogados e estufados 

Quando a cozedura é feita a baixas temperaturas, o azeite permite que os sucos dos ali-mentos dêem lugar a um molho mais cremoso. Tape o tacho, use um azeite frutado e delicie-se com o resultado. 

Nos fritos 

O azeite cria uma camada estaladiça que envolve os alimentos e impede que fiquem gordurosos. Um truque: experimente um azeite aromatizado para enriquecer os fritos. 

Na pastelaria e doçaria 

Poderá substituir por azeite as gorduras mencionadas na receita, utilizando uma quantidade 25% inferior à indicada. Tal como acontece com o pão torrado, a fruta, quando salteada em azeite e polvilhada com açúcar e canela, resulta numa sobremesa deliciosa. 

Nas conservas 

O azeite cobre os alimentos completamente, impede o seu contato com o ar e acrescenta-lhes um paladar excelente, que pode ser reforçado com especiarias ou ervas aromáticas.

Beneficios do Iogurte

Também Gengis Khan proclamou os beneficios do iogurte. Uma das mais antigas histórias sobre este alimento conta que o famoso guerreiro mongol alimentava os seus soldados com leite de égua fermentado, tornando-os mais fortes e resistentes (medida também utilizada pelo rei David). 

O iogurte era ingerido simples ou como conservante da carne, constituindo o alimento principal das invencíveis tropas mongóis. Ao Ocidente só chegou no século xvi, trazido da Turquia a pedido de Francisco I, rei da França, que assim ficou curado dos seus problemas intestinais. Só muito mais tarde (início do século xx) começou a ser divulgado na Europa, a propósito da Teoria da Longevidade do biólogo russo Metch-nikoff, que estabeleceu uma relação entre o elevado consumo de iogurte dos montanheses búlgaros e a sua extraordinária longevidade. 

De facto, era notável que numa população de fracos recursos com pouco mais de um milhão de habitantes, cerca de 1600 chegassem aos mo anos de idade com uma saúde invejável. Devido às suas características, no princípio do século xx, o iogurte era visto como um medicamento e estava apenas disponível nas farmácias. Mais tarde, o seu consumo generalizou-se e, graças ao desenvolvimento industrial, tecnológico e científico, tornou-se acessível a toda a gente. 

Hoje em dia são amplamente reconhecidas as virtudes nutricionais do iogurte (fonte de cálcio, fósforo, vitaminas e proteínas) e a sua contribuição para a promoção da saúde é incontestável. De consumo rápido e prático, o iogurte permite uma absorção mais fácil das proteínas, cálcio e fósforo devido ao processo de fermentação a que é sujeito. As culturas bacteriológicas, por sua vez, auxiliam a síntese das vitaminas que estimulam o desenvolvimento de bactérias intestinais benéficas e destroem as nocivas. É ainda recomendado para pessoas com intolerância à lactose. 

E os beneficios do iogurte não se ficam por aqui. O iogurte ajuda ainda a reduzir o colesterol no sangue, baixa a pressão arterial, produz antibióticos naturais que aumentam a imunidade do organismo, combate alguns dos componentes tóxicos dos alimentos, o mau hálito e a flatulência e pode reduzir o stress e ansiedade. Além de saudável e saboroso, o iogurte é também um alimento barato e multifacetado. 

Ainda não se rendeu aos seus encantos? Então saiba que lhe permite a redução de calorias naqueles pratos que lhe deixam tanta água na boca. 

Experimente, por exemplo, usá-lo em vez das natas em molhos, cremes ou mousses. Pode optar igualmente por substituir a manteiga, margarina ou óleo nos bolos!

Ervas Medicinais para fins de saúde

De entre os problemas que reagem bem aos remédios à base de plantas contam-se os problemas digestivos e de pele, insónias, constipações e artrite. Embora muitas plantas sejam actualmente utilizadas em larga escala em casa, algumas, tais como a consolda-maior, podem ser perigosas se tomadas durante longos períodos. Outras podem ser perigosas se sofrer de um estado clínico específico, tal como tensão alta, ou se estiver grávida. Por estas razões, as plantas devem ser usadas com cuidado — se sentir quaisquer efeitos secundários, pare de tomar o remédio e consulte um ervanário. As plantas presentes neste livro não são consideradas extremamente tóxicas e, sempre que existam contra-indicações relativamente ao seu uso, essas serão mencionadas. Se lhe foram prescritas outras medicações, deve consultar o seu médico antes de tomar os remédios à base de plantas; os medicamentos podem interagir produzindo efeitos adversos. Deve igualmente consultar o seu médico se estiver grávida. Os remédios mais activos são provavelmente os preparados para si por um ervanário. Os remédios patenteados podem ser eficazes mas também pode ser você mesmo a preparar alguns em casa.

Preparados de Plantas

As técnicas mais comuns para preparar plantas em casa são infusões, decocções, tinturas, emplastros ou compressas. Uma infusão é feita da mesma maneira que um chá (de facto, as infusões de ervas são por vezes denominadas chás). Para fazer uma infusão normal, coloque 25 g de uma planta seca ou 75 g de uma planta fresca num copo ou num bule de porcelana. Se estiver a usar várias plantas, devem igualmente somar 25 g. Deite cerca de 450 ml de água a ferver por cima e deixe macerar durante 10 a 15 minutos. Coe a infusão com um coador de malha fina ou um pedaço de musselina e beba-a enquanto está quente. A dosagem habitual para uma infusão de plantas é uma chávena de chá três vezes por dia. As decocções substituem as infusões quando se usa raízes ou as partes duras dos caules e raízes de uma planta. Como o ingrediente activo é difícil de extrair, não é suficiente deitar apenas água a ferver por cima da planta. As plantas são antes fervidas dentro de água e depois coadas.

Apanhar e usar ervas frescas para fins medicinais é uma prática que remonta a alguns séculos atrás. 

Dos odores fortes às fragrâncias naturais - Perfumes

As primeiras referências ao perfume remontam ao antigo Egipto. Os egípcios reservavam as melhores fragrâncias para os deuses, na esperança de que as orações proferidas aquando do ritual chegassem a bom porto e fossem atendidas o mais rapidamente possível. O perfume era infinitamente mais valioso do que hoje e só os grandes sacerdotes ou a realeza podiam dispor dele. Exemplo disso foi Cleópatra. Esta rainha egípcia, que no que diz respeito a conquistas teve tanto de fama como de proveito, usava e abusava de fragrâncias para seduzir os seus amantes. À semelhança do que aconteceu no Egipto, também os gregos se tornaram adeptos do perfume. Só que para este povo as fragrâncias convertidas em perfumes tinham, para além da sua função olfactiva, caraterísticas medicinais e eram utilizadas como unguentos. Também no Império Romano, as fragrâncias eram indispensáveis. Nero, por exemplo, chegou a queimar em escassos dias uma quantidade de incenso equivalente à produção anual. Nas festas, o imperador romano exigia que os convidados fossem borrifados com essência de rasas. o seu aroma preferido, que vinha diretamente do continente asiático. A herança dessas civilizações antigas chegou à Idade Média. E foi então que se deu a primeira grande revolução na indústria dos perfumes com o surgimento do alambique, que permitiu a destilação de matérias-primas — uma contribuição fundamental para a evolução da perfumaria. 

Dos odores fortes às fragrâncias naturais 

Em França, na época de Luís XV e Luís XVI em que se acreditava que o excesso de banhos poderia causar doenças, a nobreza usava perfumes extremamente fortes; não se tratava, então, de cheirar bem — eventualmente era apenas uma questão de não cheirar mal... Mas os costumes da corte iriam mudar: tratava-se de uma sociedade refinada cuja sensibilidade olfactiva se manifestou incapaz de tolerar odores fortes e que se voltou para os aromas rurais e fragrâncias naturais. Esses perfumes, chegados da Alemanha sob o nome de Água de Colónia, tiveram enorme sucesso em Paris. 

No final desse mesmo século, o perfume transformou-se e, de simples composições de água tratada com flores, passou a ser feito com fórmulas mais complexas, que combinavam aromas de couro, almíscar e musgo, por exemplo. Anos mais tarde, o progresso da química permitiu a reprodução artificial de fragrâncias encontradas na Natureza; com o surgimento das matérias-primas sintéticas, o perfume tornou-se mais barato e democratizou-se, podendo ser adquirido por todas as classes sociais sem com isso perder a sua aura de encanto e sedução! 

Como escolher 

A escolha de um perfume está diretamente relacionada com os nossos sentimentos e com a mensagem que desejamos passar aos outros sobre nós mesmos. Por isso, é fundamental que cada pessoa descubra qual é o seu perfume, de acordo com o seu estilo de vida, a sua personalidade e a compatibilidade entre a pele e a fragrância. Não existem regras nem limites para a escolha — basta testá-lo para se poder avaliar os resultados. 

Onde usar 

Regra geral, as pessoas têm o hábito de aplicar a sua fragrância preferida somente atrás das orelhas, no pescoço e nos punhos. Todavia, existem outras áreas no corpo onde se aconselha o seu uso: na raiz do cabelo e na nuca; no peito, especialmente entre os seios; e na zona posterior dos joelhos. Nestas zonas o sangue pulsa com mais intensidade, aquecendo-as. Com isso, dá-se uma maior exalação do perfume, envolvendo agradavelmente a pessoa que o está a usar. 

Como cuidar 

Para prolongar a vida útil de um perfume, é necessário ter as seguintes dicas em linha de conta: 
  • Manter o frasco ao abrigo do excesso de luz, calor e humidade. 
  • O frasco deverá estar bem fechado e colocado num local escuro e ventilado, pois assim o perfume manterá as suas caraterísticas originais, sem oxidar. 
  • Evitar que dedos entrem em contacto com o perfume, ara evitar a contaminação do esmo por bactérias. As embalagens oferecem maior proteção.